quarta-feira, 30 de julho de 2014

TAG: 7 Coisas

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, julho 30, 2014 - com 17 comentários



Oi, gente! Faz tempo que a gente não responde uma tag, né?
Por isso, quando a Di do blog Parte de Minha História nos marcou, resolvemos responder a tag 7 coisas.
Lá vai!


Rayssa:

7 coisas para fazer antes de morrer:
1. Viver 1 ano em cada país, sem criar raízes
2. Ler a maior quantidade possível de livros
3. Ir para a Austrália
4. Conhecer a Hillsong Church
5. Viver de blog
6. Diminuir meu nariz
7. Ter uma biblioteca em casa

7 coisas que mais falo:
1. Saquei
2. De boa
3. Eu já li esse livro
4. Beleza
5. Eu quero isso
6. Vou comprar
7. Vou ler em breve

7 coisas que faço bem:
1. Escrever
2. Ler
3. Ser uma boa amiga
4. Corrigir a gramática alheia
5. Ouvir música
6. Observar 
7. Ser sincera

7 coisas que não faço bem:
1. Tocar instrumento musical
2. Cantar
3. Escolher apenas 1 livro
4. Arrumar meu quarto
5. Terminar algo que comecei
6. Demonstrar sentimentos
7. Dançar

7 coisas que me encantam:
1. Livros
2. Música
3. Sorrisos
4. Músicos
5. Imensidão do Universo
6. Lua
7. Liberdade

7 coisas que não gosto:
1. Preconceito
2. Frio
3. Pessoas simpáticas demais
4. Peixe e frutos do mar
5. Sertanejo
6. Amor não correspondido
7. Ciúmes

Ricardo:

7 coisas para fazer antes de morrer:
1. Viajar o mundo
2. Cursar uma segunda faculdade
3. Conhecer novas culturas
4. Ter filhos
5. Ser dono da própria empresa
6. Ser professor universitário
7. Ser milionário (no minimo)

7 coisas que mais falo:
1. Oi, tudo bem?
2. Sem problemas
3. Que legal
4. É foda
5. Exatamente
6. É muito caro
7. Até mais

7 coisas que faço bem:
1. Pintar
2. Aprender
3. Escutar
4. Observar
5. Cozinhar
6. Ler
7. Economizar

7 coisas que não faço bem:
1. Desenhar (à mão)
2. Cantar
3. Tocar instrumentos
4. Socializar
5. Escrever
6. Dançar
7. Academia

7 coisas que me encantam:
1. Aprender algo novo, todos os dias
2. Viajar
3. Comer
4. História
5. Artes em geral
6. Ciências
7. Boas experiências

7 coisas que não gosto:
1. Dogmas
2. Injustiças
3. Mentiras
4. ignorância
5. Frio
6. Acumulo de pessoas
7. Chuchu




domingo, 27 de julho de 2014

Resenha #53 - Esposa 22

Postado por Diarios De Leitura - domingo, julho 27, 2014 - com 11 comentários

Ficha Técnica

Título: Esposa 22
Título original: Wife 22
Autor: Melanie Gideon
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
ISBN: 9788580572414
Páginas: 400


Resenha

Alice Buckle está prestes a completar 45 anos, idade com a qual sua mãe morreu. Seu casamento vai de mal a pior, ela acha que seu filho, Peter, de 12 anos é homossexual e que sua filha, Zoe, de 15 anos tem transtorno alimentar. Para fechar, ela trabalha numa escola como professora de teatro, mas seu sonho é ser autora de peças teatrais. 

William, seu marido, é um bom homem, mas os dois se distanciaram tanto que não passam de dois estranhos vivendo sob o mesmo teto. Quase não conversam e ficam constrangidos quando tem que passar muito tempo juntos.

Por esse motivo, Alice aceita participar de uma pesquisa online sobre casamento, mas ela mantem tudo em segredo. Ela é a Esposa 22 e quem envia as perguntas para que ela responda é o Pesquisador 101. O anonimato faz com que Alice abra verdadeiramente seu coração e cada resposta é um alívio, uma terapia. Ela revela coisas sobre a intimidade de seu casamento, conta como se conheceram e como eram apaixonados. 

Inicialmente, o contato entre Alice e o Pesquisador 101 era apenas a propósito da pesquisa, mas com o passar do tempo, ele também começou a se abrir, os dois viram que tinham muita coisa em comum e começam a flertar e a conversar diariamente pelo Facebook, claro que ambos com perfil falso. Uma confusão de sentimentos a atinge e faz com que fique perdida em alguns momentos. Agora ela tem que refletir bem e ver o que sente pelo seu marido e pelo pesquisador para dar um rumo novo à sua vida.

Esposa 22  é um livro agradabilíssimo, que me surpreendeu de maneira muito positiva. Alice é divertida e sonha ainda em escrever uma peça de sucesso, mas sua estreia desastrosa a fez desistir. É muito legal ver o relacionamento que ela tem com seus alunos e com os pais deles. A narrativa flui muito bem, o livro é narrado em primeira pessoa e em muitas partes tem o formato de e-mails, posts do Facebook (Alice é viciada na rede) e questionário.

William é publicitário, ele e Alice trabalharam juntos em uma agência de publicidade, mas ela abandonou a área para fazer o que gostava. Já William se manteve e me fez pensar que esse não é primeiro livro que leio onde há um publicitário no relacionamento e esse relacionamento está desmoronando. Será um sinal? Espero que não, afinal publicitários são muuuito legais! haha Isso só fez com que eu gostasse mais ainda do livro, já que sou uma publicitária apaixonada pela profissão.

Preciso destacar aqui a melhor amiga de Alice, Nedra, que é super companheira. Nedra mora com sua namorada Kate há anos e tem um filho, Jason, que é apaixonado por Zoe, filha de Alice. Eu achei lindo como a autora retratou essa família, sem preconceitos e rompendo barreiras como a de ter um filho. Em um determinado momento, Jason comenta que ele é privilegiado porque tem duas mães. Tiro o meu chapéu para a autora.

Mais ou menos na metade do livro, eu já havia previsto o final, mas mesmo assim foi uma leitura muito boa, que valeu a pena. Recomendo esse chick-lit à todos, vocês vão rir e se emocionar.





domingo, 20 de julho de 2014

O Guia do Mochileiro da Bienal do Livro

Postado por Diarios De Leitura - domingo, julho 20, 2014 - com 22 comentários

Bem-vindo ao Guia do Mochileiro da Bienal do Livro, aqui estão quase todas (se não todas) as informações necessárias para a sua sobrevivência na vastidão de estantes e multidões de espécies variadas de leitores sedentos por novidades e compras. Faltando pouco mais de um mês para a Bienal do Livro de São Paulo, encontramos veteranos do evento como também novatos, por isso esse guia irá lhe dar algumas dicas para que tudo ocorra bem e você aproveite 100%.

1° - O Dia: escolher qual dia você vai é sempre importante, normalmente as grandes atrações acontecem aos finais de semana, mas nesses dias é que se tem o maior número de pessoas, os brindes acabam rápido, tem fila para tudo, difícil locomoção, ou seja, um "vuco-vuco" de gente. Os dias mais tranquilos, são os dias úteis da semana, você vai conseguir pegar a grande maioria (se não todos) os brindes disponíveis no dia, circular com tranquilidade e aproveitar muito o evento. Caso você só tenha a opção do final de semana, acompanhe as dicas que vão lhe ajudar a sobreviver na selva.

2° - Planejamento: saiba exatamente o que você quer, tenha sempre em foco seu objetivo e planeje muito bem antes do evento. Saiba quais livros são sua prioridade, de qual editora ele é (os estandes da Bienal são por editoras), e ao chegar no evento, veja um mapa do local e compre tudo o que você quer primeiro, depois disso pode circular tranquilamente pelo evento observados as diversidades literárias que vão estar expostas. 

3° - Transporte: parece ser uma ótima ideia você pegar seu pequeno automóvel e se dirigir ao estacionamento do evento com toda a tranquilidade e parar seu carro em um lugar seguro e próximo da entrada do local. Pois bem, isso não se aplica a finais de semana, primeiro e último dia de evento, aparentemente todos, eu disse TODOS os leitores do Brasil vão nos finais de semana para a Bienal, então espere um super trânsito dentro e fora do estacionamento, que normalmente é caro. A melhor opção por incrível que pareça são os transportes públicos, existem ônibus circulando frequentemente das rodoviárias de São Paulo te levando até o evento totalmente de graça. É normal se formar uma grande fila no final do evento, mas para que a pressa? Você já comprou todos os livros que queria durante o dia todo mesmo.

4° - Entrada e circulação: Se você escolheu um dia de meio de semana, sem problemas, chegue no evento, pague seu ingresso ou se você já tem a entrada, vá direto à roleta e pronto, você já está dentro da Bienal. Agora, se você for num dia movimentado, vamos facilitar a entrada de todos, tenha seu dinheiro trocado, de fácil acesso para, não enrole, queremos agilidade pessoal. Dentro do evento, evite multidões. Se a multidão está no estande que você escolheu, temos 2 opções: ou você deixa o estande para depois, ou encara a multidão. Agora se você estiver só de passagem, às vezes dar uma volta na quadra é mais rápido do que encarar o povo reunido.

5º -  Comprando: Ao ver aqueles milhares de livros à sua disposição, é normal uma euforia de compras tomar conta de nós, mas CALMA, a intenção das bienais é sim um menor preço de venda para aqueles livros que você tanto queria, mas não é sempre que isso acontece. Fique atento, pois aquele livro maravilho pode estar mais barato na internet, e pela euforia você acabou pagando mais por ele. Pesquisa é sempre importante, tanto antes quanto durante o evento (se for possível). 

6° - Carregamento: Você vai comprar alguns livros ou vai comprar uma "porrada" de livros? Normalmente, mesmo que sua opção seja alguns livros, você vai levar uma "porrada" de livros. Papel pesa, isso é um fato, então escolha uma mala de rodinhas, assim você enche ela com seus livros e não carrega peso, porque carregar muitos quilos de papel em uma mochila, o resultado é só 1: no final do dia vai estar com as costas doendo. Agora se você for realmente comprar poucas coisas, uma mochila facilita a circulação pelos corretores e poupa espaço.

7° -  Alimentação: Existe um horário em que a praça de alimentação se torna um inferno na terra, esse horário é das 11h às 15:h, eu recomendo deixar uma pessoa guardando lugar (se achar lugar) e o resto escolhe o que vai comer e encara as super filas (não importa o que você escolha comer, vai ter fila). Recomendo você almoçar cedo ou tomar um café reforçado para almoçar mais tarde.

8º - Autógrafos: Aquele autor que você tanto gosta vai estar presente no evento e você já pensa em quais livros levar para autografar e as fotos que vai tirar. A conta é simples, quanto maior o renome do autor que você gosta, maior a quantidade de pessoas que teve a mesma ideia que você. Observe o horário em que o autor estará distribuindo os autógrafos, chegue cedo no estande e tente seguir a fila se ela já tiver se formado. Se você não conseguiu chegar cedo para pegar seu lugar, se prepare, pois vai passar um bom tempo na fila para receber seu autógrafo.


9º -  Saída: Aqui é a parte mais simples, siga as sinalizações e logo você vai estar fora do evento. Depois é só seguir seu caminho com o coração alegre, a mochila cheia de livros e a carteira vazia (mas muito feliz).

Espero que as dicas lhe proporcionem uma melhor experiência na nossa querida Bienal do Livro.



domingo, 13 de julho de 2014

Editora Biruta lança livro sobre o universo mágico do mundo infantil

Postado por Diarios De Leitura - domingo, julho 13, 2014 - com 12 comentários

“Aí, eu vi o sol que acordava lá onde o céu faz uma curva. Abria seu olho enorme para ver se ainda restavam algumas sombras da noite nos passos da madrugada”.

Essa é a história de uma criança sonhadora passeando pelo mundo. Aquilo que seus olhos enxergam pode se transformar em um cenário magnífico, onde as ondas do mar são leões com jubas brancas e os raios de sol são as pernas finas e compridas de uma aranha dourada.

Em O que eu vi por aí, indicado para crianças a partir de 8 anos, o autor Cyro de Mattos aproxima os pequenos (e grandes) leitores de um universo mágico e divertido, com direito às ilustrações vivas e coloridas da polonesa Marta Ignerska. Cada página traz um novo ângulo de visão, onde o texto se mistura com a arte e conduz o leitor como se fosse o guia de um city tour.

Sobre o autor
Cyro de Mattos nasceu em Itabuna, sul da Bahia. Contista, poeta, cronista, organizador de antologias e autor de livros infantojuvenis, já publicou mais de 30 livros. Foi laureado com a Medalha do Mérito do Governo da Bahia. Está presente em antologias importantes no Brasil, em Portugal, Alemanha, Itália, Dinamarca, Rússia e Estados Unidos. Integra o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e a Academia de Letras da Bahia.

Sobre a ilustradora
Marta Ignerska é uma importante designer gráfica e ilustradora polonesa. Nasceu em 1978 e formou-se na Academia de Belas Artes de Varsóvia, em 2005. Ilustrou e fez o projeto gráfico de muitos livros e já ganhou diversos prêmios, cinco deles pelo livro O Tamanho do Meu Sonho, publicado pela Editora Biruta em 2010.

Sobre a Editora Biruta
A Editora Biruta, criada no ano de 2000 pelas sócias Eny Maia e Mônica Maluf, tem seu foco na Literatura Infantil e Juvenil. Os seus livros já receberam diversos prêmios, como o Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e o Jabuti, além de terem sido inseridos em catálogos internacionais e selecionados pelo PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola). A proposta da Editora Biruta é oferecer aos seus leitores o melhor texto, ilustrações criativas e projetos gráficos instigantes, por meio de temas que lhes acrescentem novas vivências e se abram a múltiplas interpretações – sempre de maneira lúdica e inventiva.

O que eu vi por aí, Cyro de Mattos, R$ 35, ISBN 978-85-7848-131-5, a partir de 8 anos, 44 páginas.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Resenha #52 - Cidades de Papel

Postado por Diarios De Leitura - terça-feira, julho 08, 2014 - com 15 comentários
Ficha Técnica

Título: Cidades de Papel
Título original: Paper Towns
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
ISBN: 9788580573749
Páginas: 366


Resenha

Cidades de Papel foi o segundo livro que li de John Green, o primeiro foi A Culpa é Das Estrelas, que eu gosto muito. 

Quentin é um garoto que está no último ano da escola e é apaixonado pela sua vizinha Margo desde criança. Antigamente, costumavam brincar muito no parque do condomínio onde moram, e um dia encontraram um homem morto. Margo havia dito a Quentin que os fios dele tinham se arrebentado e por isso morreu e isso ficou gravado na mente de Quentin por muito tempo.  Os dois cresceram e as coisas mudaram, cada um fez sua turma de amigos e acabaram se distanciando. Por isso ele fica muito surpreso quando, numa noite, Margo aparece em sua janela convidando-o para uma aventura e claro, ele aceita.

Essa aventura é na verdade uma vingança de Margo, ela deixa algo “especial” para cada um dos “amigos” que a magoaram, a começar pelo namorado Jase que a estava traindo com sua grande amiga Becca. Por fim, é a vez de Q escolher uma pessoa para se vingar e ele escolhe Chuck, o fortão da escola que pratica bullying com todo mundo, inclusive com Q e seus amigos Ben e Radar. Depois disso, os dois invadem o SeaWorld e terminam a noite olhando o céu. 

No dia seguinte, Margo some. Mas isso não é novidade, ela já havia fugido de casa antes, a maioria das pessoas acredita que ela só quer chamar a atenção. Q não acredita nisso. Nas outras vezes que fugiu, Margo deixou pistas que indicavam onde ela estava e dessa vez não foi diferente, porém as pistas eram para que Q a encontrasse e assim começa sua busca por Margo.

A trama do livro é bastante envolvente, a narrativa é muito fluida e é possível perceber o estilo John Green de escrever, principalmente nos personagens, que são nerds. O meio da trama foi um pouco cansativo porque não acontecia muita coisa, mas depois melhorou e a aventura de verdade foi sensacional. É um livro muito reflexivo, que nos mostra que pessoas são apenas pessoas. Muitas vezes "endeusamos" alguém, achamos fulano perfeito, mas no final, são pessoas como todo mundo, cada uma com suas qualidades e defeitos.

Eu me identifiquei demais com a Margo. Eu sempre tive vontade de fugir pelos mesmos motivos que ela sempre fugiu. Nem tenho palavras para expressar o quanto meus pensamentos são parecidos com os dela, inclusive acredito que são questionamentos super válidos. Recomendo bastante para todo mundo, esse livro vai mudar um pouco sua perspectiva de mundo. 

Só para constar, são histórias com temas totalmente diferentes, mas ainda prefiro A Culpa é das Estrelas.