sábado, 19 de outubro de 2013

Resenha #29 - A lenda do Lago Dourado

Postado por Diarios De Leitura - sábado, outubro 19, 2013 - com 2 comentários
Ficha Técnica

Título: A lenda do Lago Dourado

Autor: Edson Vanzella Pereira


ISBN: 9788582180624
Páginas: 380
Ano: 2013
Editora: Dracaena


Resenha

A Lenda do Lago Dourado conta a história dos Baltimore, uma família simples que mora em Morangoville, nos Estados Unidos. O governo tem um programa para descobrir jovens dotados e a aventura começa quando David, o mais velho dos irmãos é descoberto como o novo gênio dos EUA e deixa todos impressionados com sua grande inteligência. Então após ser o vencedor do programa, a Sra. Marshal, que é a agente do governo responsável por esse programa, conduz David seu pai Peter a uma viagem para a China e Brasil, custeada pelo governo. Quando eles estão em uma cafeteria no Brasil, ocorre o inesperado: uma troca de tiros entre policiais e bandidos e David é atingido por uma bala perdida, ficando entre a vida e a morte.

Enquanto David e seu pai estão na viagem, sua mãe Lisa, que não sabe do ocorrido com David ainda, resolve levar Max e sua irmã mais nova para conhecer o Lago Dourado, que já foi muito famoso na região, mas a grande empresa da cidade, Moranreal, se apossou do lago e ele está abandonado dentro de suas propriedades. Como Jobe, dono da Moranreal sempre foi apaixonado por Lisa, deixa ela e seus filhos entrarem para verem o lago. Acontece que o Lago Dourado carrega uma lenda de que quem ver uma luz dourada dentro dele, deve entrar no lago e seguir as instruções, pois essa pessoa será o próximo Agente da Luz. É exatamente o que acontece com Max, a partir desse momento ele está encarregado de deter o Agente Negro e nem imagina as ligações que esse Agente tem com o acidente ocorrido com seu irmão no Rio de Janeiro, com sua cidade e com o governo dos Estados Unidos.

Cada vez mais eu me surpreendo com os livros de autores nacionais. Através do blog, fiz parceria com autores ótimos e editoras ótimas, fico muito feliz em ver as grandes obras primas que a literatura nacional possui. Esse livro foi mais um que me surpreendi. A narrativa é bem juvenil, por isso a leitura flui rápida e logo nos primeiros capítulos já tem vários acontecimentos importantes que te prende no livro, ansiando saber mais e mais do desenrolar dessa história. É um livro que recomendo, tanto para apreciar a literatura nacional e ver que não é só de clássicos que ela sobrevive, quanto pela história que é ótima.






segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Resenha #28 - Urupês

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, outubro 14, 2013 - com 2 comentários
Ficha técnica


Título: Urupês
Autor: Monteiro Lobato
ISBN: 9788525046888
Páginas: 177
Ano: 2007
Editora: Globo



Resenha

Este exemplar reúne uma variedade de contos do famoso escritor brasileiro Monteiro Lobato. Não espere encontrar as conhecidas histórias de cunho infantil como o “Sitio do Pica-Pau Amarelo”, aqui ele apresenta seu outro lado , com um olhar mais critico e estórias que em sua maioria não possuem um final feliz. O leitor receberá uma fria realidade rural brasileira, outros contos sobre o cotidiano da época e diversas referências que estão encravadas em nossa cultura, como o personagem Jéca Tatu, criado por Lobato.

Ao ler este livro, sentimos certo clima pesado, os acontecimentos são simples, mas muito chamativos. Estórias de pessoas que perderam suas terras e fortuna para golpistas, vidas que se foram por devaneios ou maldade alheia, descritas de uma maneira que prende o leitor, os contos são todos curtos, em sua maioria entre três e cinco páginas, mas não conseguimos parar de virar as páginas para saber mais acontecimentos. Uma das estórias que mais me cativou foi a de uma menina que era paraplégica, sua mãe sempre se queixava de que a criança era uma inútil e só lhe dava gastos, uma noite quando a menina estava doente, ela reclamava de sede e grunhia, sua mãe sempre a mandava se calar e dormir. No dia seguinte é menina é encontrada morta por sede na posição de ter se arrastado até o pote de água e não alcança-lo por estar em um lugar alto. É algo muito forte e magistralmente narrado como uma prosa pelo autor.

Ao começar a ler este exemplar (o primeiro de um box com cinco livros de outros contos) realmente não sabia o que esperar, nunca fui um apreciador da literatura brasileira, a escola me fez não gostar da leitura por quase toda a minha infância e adolescência, devido as diversas histórias maçantes que somo obrigados a ler para execução de provas e vestibulares. Mas tive uma surpresa muito agradável com estes contos, eu não me deparei com o cansativo enredo que eu tanto detestava, e sim, com interessantes histórias de uma realidade mais mundana, algo que poderia acontecer em qualquer lugar, em que eu me senti apegado a referências de minha infância mais “pé descalço” e o clima interiorano que sou acostumado.

A narração dos contos varia de terceira para primeira pessoa, a linguagem utilizada é do português da época (entre século 10 e 30), porém, mesmo com algumas palavras que podem causar certa dificuldade ao leitor, a obra não perde em nada o seu valor literário, os textos antes de virarem este livro eram publicados em revistas e jornais, então suas descrições são bem elaboradas e engrandecem a obra como um todo.

Confesso que Monteiro Lobato me fez ver nossa literatura nacional com outros olhos, outros autores (como alguns de parceria) também estão mudando meu olhar sobre tudo, mas Lobato me fez perceber que o clássico que eu tanto rejeitava possui uma beleza peculiar que está me atraindo de uma maneira que eu mesmo não consigo entender. Apenas o que posso dizer sobre essa obra é um grande muito obrigado.


Boa Leitura.





sábado, 5 de outubro de 2013

Resenha #27 - Pré-Mortais - O despertar

Postado por Diarios De Leitura - sábado, outubro 05, 2013 - com 3 comentários
Título: Pré-Mortais
Subtítulo: O despertar

Autor: Anderson Assis

ISBN: 9788576826088
Páginas: 157
Ano: 2012
Editora: DPJ Editora


Resenha

Hander é um garoto de 17 anos que mora no Rio de Janeiro e tem uma vida aparentemente normal e está tentando terminar o ensino médio. Um dia, quando está na escola após ser expulso da sala, uma garota chamada Guirana chega até Hander e começa a falar com ele como se fossem velhos conhecidos. Até que ele pergunta o que ela quer e ela responde que só quer a alma dele. Então Guirana começa a ataca-lo com uma força incrível, porém é salvo por seu melhor amigo. A partir desse ponto, Hander vai descobrir que faz parte do mundo pré-mortal e ele e seus amigos têm uma grande batalha pela frente para salvar o mundo. 



O livro tem uma leitura fácil e é possível ler em poucas horas. A narrativa do autor é bem dinâmica e o livro é narrado em primeira pessoa. Confesso que ainda acho um pouco estranho ler uma história de fantasia que se passa no Brasil, acabei me acostumando com o padrão americano onde tudo acontece no USA e parece improvável que possa acontecer em outro lugar. Mas acho ótimo ler livros assim para me acostumar e dar um crédito maior para o Brasil. 

Achei que os personagens não foram bem explorados e parece que o autor dispensou alguns detalhes, talvez para dar um foco maior no que Hander iria enfrentar, mas para mim faltaram várias explicações sobre eles e até emoções, por exemplo, o que o Hander sentiu quando descobriu que era um pré-mortal. Aliás, eu não entendi muito bem o que é um pré-mortal e tenho a sensação de que o personagem principal entendeu, mesmo sem ter muitas explicações descritas no livro. Como a história tem continuação, pode ser que isso seja explicado com maiores detalhes nos próximos volumes. 

É uma leitura que recomendo, ele é cheio de ação desde que Hander descobre que não é desse mundo, Guirana e sua trupe prepararam várias armadilhas para ele e seus amigos, e fica aquela ansiedade de saber o que vai acontecer no final. Estou ansiosa para ler o segundo volume, que já foi lançado e ver o que Hander tem que enfrentar dessa vez.






quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Resenha #26 - Éros

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, outubro 02, 2013 - com 2 comentários
Ficha técnica


Título: Éros
Autor: Ralph Willians
ISBN: 9788579845147
Páginas: 119
Ano: 2013
Editora: Livre Expressão



Resenha

Alex é um garoto sonhador, imaginativo e alegre, que recebe a visita de um índio lhe pedindo auxilio para combater um mal que assola seu povo. O problema é que esse índio, chamado Zuli, mora em outro planeta e para Alex chegar até este desconhecido, deve sonhar e atravessar um portal que irá surgir no sonho. Chegando neste novo lugar, Alex se vê num mundo cheio de maravilhas e belezas abundantes, porém Zuli lhe explica os problemas com sua tribo e nosso protagonista se empenha em ajuda-los.

Com o problema resolvido de uma forma relativamente simples, Alex pede a seu novo amigo que lhe apresente este novo mundo, ele quer ver o lugar mais bonito que ali existe. Com isso em mente eles partem em uma viajem para uma cascata que se localiza em uma distante montanha. O problema central da história começa quando numa floresta os dois amigos avistam um cristal que é o coração do planeta. Alex o toca por um impulso e contamina a pedra com todo o mal que um ser humano pode conter e o planeta começa a se degenerar. Com isso os dois amigos e novos aventureiros vindouros devem buscar água sagrada e limpar o coração do mal em uma aventura que os levaram até os confins do mundo de Éros.

Este livro apresenta diversas mitologias e seres fantásticos, seria muito interessante essa diversidade se o livro não fosse pequeno, muitos dos seres apresentados possuem uma passagem muito rápida e não recebemos nenhuma explicação sobre eles. Um dos maiores problemas que temos com esse exemplar são as diversas passagens corridas, certos pontos dos livros são explicados, como acontece com a protetora do mundo de Éros, Safira, mas a explicação acontece de uma maneira muito conveniente, nada é uma grande descoberta no livro, as coisas simplesmente estão lá. O autor se empenha em causar surpresas ao leitor, mas a “magia” não ocorre devido à maneira simples que elas são apresentadas.

Falando em Safira, ela é o conceito de Deus ex Machine em pessoa, qualquer problema que ocorra com os personagens nunca é resolvido pelo esforço deles, sempre Safira irá aparecer ou fazer alguma coisa que solucione os problemas mais graves. Os personagens perdem seu crescimento com isso, eles se tornam estáticos, todos possuem a mesma personalidade.

O personagem principal, Alex, comete “burradas” ao longo do livro todo, deixando o leitor muito nervoso, porém o que não ajuda muito é o fato de os outros personagens aparentarem não levar isso em conta, eles comentam sempre que ele fez isso, causou aquilo, mas no momento seguinte estão entregando a ele armas e objetos que devem resolver os problemas que Alex causou e em seguida ele causa mais algum desastre. Faz algum sentido você deixar objetos e informações valiosas com pessoas que só estragam tudo? Existe um momento em que Alex e Zuli conversam sobre Deus, pois Zuli não sabe o que é Deus, isso é algo interessante, possuímos duas culturas diferentes que se encontram, mas ela foi explorada de uma maneira que Alex parece estar fazendo uma pregação para converter Zuli, algo que poderia ser muito mais complexo se resumiu apenas a isso.

O mundo de Éros é o conceito melhor explorado pelo autor, ele possui locais bem colocados, temos uma noção de sua distância pelo tempo de viagem que os personagens levam para chegar aos seus destinos. Outra coisa que não me agradou foi o uso de águias gigantes como táxis magico, têm o poder de tele transporte que também é muito utilizado no livro, isso faz com que todo o mundo que o autor está dispondo para o leitor, com suas diversas mitologias e mitos se perca, paisagens, animais, histórias, muitas outras coisas que poderiam ser descritas e ter feito desse mundo algo maior são ignoradas.

Caso você seja um leitor adolescente/adulto o livro possui vários problemas, o principal são os acontecimentos muito corridos e facilmente resolvidos, porém, caso o leitor seja uma criança, ele funciona, pois uma criança se importa mais com a ação e não com explicações de como tudo aquilo pode funcionar ou não. Caso você tenha até 12 anos, pode ler o livro sem problemas que provavelmente irá gostar. Como essa resenha representa a minha opinião, o livro é fraco, estória mal explorada e vários problemas de personagens. A mitologia de Éros poderia ser muito maior e detalhada, na capa consta que este é o primeiro volume, esperamos que o segundo nos apresente toda a complexidade deste mundo com uma grande história mais focada.





Boa Leitura.


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Evento #1 - 1° Encontro de Shadowhunters de Campinas

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, setembro 30, 2013 - com 7 comentários
Neste domingo, 29/09, aconteceu o 1° Encontro de Shadowhunters de Campinas na Livraria Cultura do shopping Iguatemi. Compareceram cerca de 70 pessoas que participaram intensamente do evento. No início, as organizadoras fizeram uma apresentação do universo criado pela Cassandra Clare e todos os livros que ela lançou e irá lançar. 



Em seguida, houve o Quiz onde todas as pessoas do evento foram separadas em 4 famílias existentes em Os Instrumentos Mortais: Fairchild, Morgenstern, Herondale e Lightwood. As regras do quiz consistiam em um representante de cada família ir até o centro do palco, onde havia uma cadeira com a Espada Mortal, quem pegasse a espada primeiro teria direito de responder às perguntas. O Quiz foi repleto de perguntas sobre Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais e ficou disputadíssimo pelas famílias Morgenstern e Herondale, mas no fim, por 1 ponto de diferença, Herondale venceu, levando pôsteres do filme e marcadores de página. Morgenstern ganhou marcadores. Em seguida, houve outro Quiz sobre runas, onde Lightwood (se não me engano) foi a equipe vencedora, levando livretos do primeiro capítulo de Cidade dos Ossos e Marcadores.





Por fim, o evento foi encerrado com o desfile de cosplay, onde várias pessoas participaram e a votação foi feita pela plateia presente. Tiveram três finalistas: Max Lightwood, Rainha Seelie e Raphael Santiago. Max ficou em terceiro lugar, ganhou pôster e marcadores, Raphael Santiago ficou em segundo lugar, ganhou pôster, marcadores e colar e a Rainha Seelie foi a campeã, ganhou um exemplar de Cidade dos Anjos Caídos, marcadores e pôster. Parabéns a todos os participantes. Na saída, todos os que presenciaram o evento ganharam marcadores de página.





Gostei bastante do evento, o Quiz foi muito divertido, pessoas se matando para pegar a espada (rs). Até me arrisquei uma vez, mas machuquei a mão e achei melhor não me envolver na corrida. Foi muito legal participar de algo assim em nome do blog para fazer a cobertura completa, eu e o Ricardo tiramos várias fotos legais, ele mais do que eu e todas foram postadas no Facebook. Enfim, obrigada às organizadoras, principalmente a Regiane que permitiu que cobríssemos o evento e que venham os próximos!





sábado, 28 de setembro de 2013

Parceria #10 - Ralph Willians

Postado por Diarios De Leitura - sábado, setembro 28, 2013 - com 1 comentário


Ralph Willians S. Sobreira nasceu e vive atualmente na cidade do Rio de Janeiro RJ. Sempre foi apaixonado por livros, escrevendo seu primeiro conto aos 14 anos, e também tinha como hobby fazer histórias em quadrinhos. Sempre lutou para ter seu espaço no mundo, mesmo não conhecendo seu pai nunca perdeu a esperança de um dia encontra-lo. Passa o dia trabalhando, mas sempre que tem uma hora vaga não abre mão de estar ao lado de seus amigos e família, vivendo cada dia como se fosse o único e aprendendo a todo o momento com seus erros e acertos. Recentemente lançou sua primeira obra "ÉROS", pela editora Livre Expressão, e ja esta escrevendo seu segundo livro.




Sinopse 

Alex é um jovem humano que recebe inesperadamente a visita de um índio de um planeta chamado Éros, que veio pedir sua ajuda para salvar seu povo que esta morrendo de um mal desconhecido. mesmo assustado, Alex aceita ir até esse mundo, onde ele consegue salvar toda a tribo do sofrimento que passava. Entretanto, ao passear pelo planeta, o jovem humano, por ironia ou consequência, acaba libertando um mal que estava adormecido há séculos. Todo o planeta começa a perecer em agonia de destruição e só Alex é capaz de salvar Éros. Começa uma jornada de salvação e outros guerreiros se juntam para lutar contra esse mal que destrói o planeta lentamente. No meio dessa guerra, segredos são revelados, alianças são feitas, pactos quebrados e cidades destruídas.







Parceria #9 - Anderson Assis

Postado por Diarios De Leitura - sábado, setembro 28, 2013 - com 0 comentários
Anderson Assis é carioca, nascido e criado na capital. Vêm de família humilde e sempre lutou para conquistar seus ideais. Cursa a faculdade de Produção Publicitária e divide a vida profissional entre a área de Produção de eventos e Designer Gráfico. Anderson sempre foi apaixonado por histórias de fantasia e aventura. E envolvido pela magia da criação, criou sua pequena obra. Sempre foi incentivado por sua professora do primário e por seus pais; e durante um tempo, Pré-Mortais era apenas uma história em quadrinhos em estilo mangá, desenhada por hobby (que ele sempre levou a sério). Mas devido ao pouco tempo para desenhar, Anderson acabou deixando o projeto de lado. Anos mais tarde, com uma ideia mais madura, ele resolveu retomar o projeto e transformar sua pequena narrativa quadro a quadro em uma obra literária. Fato que o fez criar coragem para encarar o mercado. E, durante a XV Bienal do livro no Rio de Janeiro, em setembro de 2011, o resultado se mostrou promissor, ao ter 465 exemplares de um total de 500 livros vendidos durante a feira. O mais surpreendente, é que era a primeira feira do autor. Um universo de fantasia ambientado no Brasil. Aonde um jovem descobre que não é humano e vai em busca da verdade sobre quem ele realmente é. Uma história com muita ação e até espaço para romance, que atraiu a atenção de menino e meninas (sim, muitas meninas) de várias idades; inclusive adultos. Como Anderson sempre foi fã de animação japonesa, talvez, o que mais possa ser visto em sua obra, sejam influências do gênero. Principalmente nas cenas de ação presente na história.


Sinopse Pré-Mortais - O Despertar


Hander tem 17 anos. Quando Guirana atravessa em seu caminho com o objetivo de matá-lo, ele descobre que não é humano. Com a ajuda de Rodrigo, seu amigo de escola, e o auxílio de Marcos, seu professor de Filosofia, ele vai em busca da verdade sobre quem ele realmente é. No meio a tantos mistérios Hander terá que encarar uma entidade antiga, guardiã de segredos que precedem os tempos da criação, além de ter que enfrentar seu irmão, que está sendo manipulado pela ambiciosa Guirana. Impedindo assim, que um mal maior caia sobre a Terra.




Sinopse Pré-Mortais - O Artefato

Hander precisa impedir que um misterioso buraco em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, seja aberto por completo. Evitando assim, que um mau terrível surja nos Reinos da Terra. Mas para isso, ele deve encontrar um antigo artefato que está perdido em uma cidade a muito esquecida. Enquanto isso, no Arret, Angel, busca alguma informação que possa ajudá-la a enfrentar um fim que parece inevitável: uma antiga profecia que fala de Hander e Turian. Ao que tudo indica, com o surgimento do buraco na Terra e o despertar de um antigo inimigo, a profecia se colocou em curso. Mas nem Tiamat, a deusa dos dragões, parece querer esclarecer o assunto. Em meio a tudo isso, a Irmandade continua a rodear a história dos pré-mortais, dessa vez, com claro interesse no antigo artefato que Hander está buscando. E com uma guerra batendo a porta, Turian é a primeira linha de defesa da Cidade Capital, que fica no Reino dos Ventos, um dos cinco Reinos do Arret. E na Terra, os três exilados são convocados para unir forças contra o mau que se levanta, honrando assim com o acordo ao qual estão ligados.




quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Resenha #25 - Blues

Postado por Diarios De Leitura - quinta-feira, setembro 19, 2013 - com 2 comentários
Ficha técnica

Título: Blues
Título Original: Blues
Autor: Robert Crumb
ISBN: 9788576163800
Páginas: 100
Ano: 2010
Tradutor: Daniel Galera
Editora: Conrad do Brasil


Resenha

Nesta obra do cartunista Robert Crumb, vemos outro lado do autor, aqui Crumb apresenta a história de alguns artistas da música popular dos anos 20 e 30, demonstra seu amor pela musica antiga e seu repúdio sobre a musica POP moderna da juventude de sua época. Começamos a coletânea com a vida de um artista rural pouco conhecido que foi um dos precursores da música folk, Charley Patton, a história de vida, as dificuldades e alegrias passadas, problemas pessoais, chegando até sua morte e com tudo isso, observamos como a música foi evoluindo e quais pessoas beberam desta fonte.

Além da história de outros artistas e empresários do ramo da música, temos tiras ilustradas de trechos de canções, alguns personagens como o Mr. Natural, aparece cantando algumas dessas músicas. Junto destas tiras recebemos pequenas histórias da própria banda de cordas que Crumb possuía, vemos suas criticas sobre a música moderna e como se iniciou sua paixão pela música antiga. Ao entendermos todos os pontos de vista do autor, criamos uma maior empatia pelos seus gostos, aqui Crumb não está contando suas loucuras com as mulheres ou suas grandes criticas sobre tudo que é moderno, nesta coletânea ele nos fala de história e das constantes mudanças que a cultura dos EUA sofre.

Como se não bastasse toda essa informação que trouxe muitos pontos positivos para a leitura desta HQ, várias capas de discos que o autor desenhou para artistas são apresentadas: Janis Joplin, 78 Quarterly e outros estão entre as artes feitas por ele. Particularmente não entendo quase nada dos estilos musicais aqui presentes, mas a carga histórica que esse quadrinho possui me chama intensamente a atenção, os mitos e diferenças trazem uma curiosidade ao leitor que geram uma busca para melhor compreender essa cultura que poucos apreciam em nosso país.




A revista nos apresenta também a diversidade que os traços de Crumb podem oferecer, temos desenhos mais realistas sendo apresentados numa página, na seguinte podemos encontrar rabiscos disformes que se transformam em personagens, o típico traço mais “recheado” da forma de cartoon chegando até o total psicodélico como uma viagem de LSD. 

A leitura desta coletânea de artes e história é algo que não apenas apreciadores de musica ou do Robert Crumb deveriam ler, ela traz outro lado da história musical, vemos um mundo underground para a cultura que nosso país pouco conhece, algo que deveria ser mais explorado, todo tipo diferente de conhecimento que traz coisas positivas é algo para se pensar, e é exatamente esse positivismo que esta revista traz, algumas histórias não possuem um final feliz, mas são eternizadas.






Boa leitura.




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Livros que não terminei #2 - Série Guia do Mochileiro das Galáxias

Postado por Diarios De Leitura - segunda-feira, setembro 16, 2013 - com 3 comentários
Eis uma série que eu estava ansiosíssima para ler e... não gostei.


Todo leitor passa por isso pelo menos uma vez na vida. No meu caso, foram vários livros e nesse post vou comentar sobre minha decepção com a série O Guia do Mochileiro das Galáxias e consequentemente o abandono da leitura. 

Muitas pessoas gostam dessa série por sua singularidade e pela imaginação fértil do Douglas Adams e confesso que realmente ele escreveu os livros de uma forma totalmente diferente do que já tinha visto. E talvez, por não estar acostumada com esse tipo de escrita, acabei abandonando. A verdade é que achei os livros muito confusos, uma hora estava em um lugar e de repente já estava em outro e isso me deixava perdida nas histórias. Sempre tinha que voltar a leitura pra tentar entender o que estava se passando. Outra coisa que eu achei confuso (mas engraçado) eram os personagens inusitados que não falavam coisa com coisa. Parecia que até o Arthur, que era o mais perdido da história toda, entendia esses fatos e eu não.

Acabei lendo quase todos os livros, estou na metade do quinto, mas sempre que começava a ler um livro da série, demorava séculos para terminar, mesmo sendo super pequenos, cerca de 150 páginas cada. Abandonei por tempo indeterminado o último livro que falta terminar, não tenho vontade de saber o final porque tenho quase certeza que não vou entender. Enfim, o primeiro livro prendeu minha atenção, acho que assistir o filme ajudou a entender um pouco mais do que se passou. Já os outros quatro despencaram no meu conceito e a leitura foi ficando cada vez mais pesarosa.

Sinceramente, não lembro muito bem a parte que parei, só lembro que o Arthur voltou para a Terra, que havia sido destruída no primeiro livro, mas no quarto (acho) ela está inteira de novo, acho que fizeram alguma coisa no passado que acabou alterando o futuro. Acredito que isso vai ser explicado no final do último livro (ou não). 

Sem mais delongas, acho que deu para entender um pouco o por quê da minha rejeição com o livro, resumindo, ele é confuso e me perco na leitura, mas há quem goste.


sábado, 14 de setembro de 2013

Lançamento Editora Bússola

Postado por Diarios De Leitura - sábado, setembro 14, 2013 - com 1 comentário
O Pênis, da criação aos dias de hoje
Tom Hickman

Através da história o homem reverenciou o pênis como o seu “mais precioso ornamento”. Ainda assim, de forma ambivalente, o pênis sempre foi fonte das suas mais profundas neuroses. Será que as mulheres o consideram, no estado ereto, ridículo em sua essência? Por que um homem não pode estar seguro de que sua ferramenta vai se erguer e desempenhar quando ele comanda? Se e quando ele se recusa a funcionar, de forma definitiva, o que pode ser feito para remediar a situação? E existe, claro, a questão do tamanho... Quão grande é grande? Quão pequeno é pequeno? Qual é a média? Onde cada homem se encaixa? Possuir um pênis, segundo Sófocles, é estar “acorrentado a um louco”. Um Rabisco de Deus examina em profundidade a relação esquizofrênica entre o homem e esse louco – e a relação conjunta desse estranho par com o sexo feminino. Um Rabisco de Deus é a história do pênis proveniente da mitologia, das culturas universais, da religião, da literatura, da ciência, da medicina e da vida contemporânea, com seus altos e baixos – o macabro e o apavorante, o engraçado e o triste – tudo narrado com uma inteligência mordaz. 

“Um homem nada mais é do que um sistema destinado a garantira vida de seu pênis.”
Joe Orton, dramaturgo

“uma pessoinha... um alter ego em geral mais evasivo... e mais inteligente do que o indivíduo”. Simone de Beauvoir, no primeiro tratado feminista do pós-guerra – The Second 

Sex – sobre as mães falando com seu filho do sexo masculino.
“Você nunca encontra um homem sozinho”, uma feminista escreveu.
“Estão sempre em dupla: ele e seu pênis.”

“O tamanho do pênis não é realmente importante. Como dizem, não se trata do tamanho do barco, mas do comprimento do mastro dividido pela área de superfície da vela principal, subtraída do perímetro da bomba de porão. Ou algo assim. ” Donna Untrael

Os tibetanos acreditam que ser superdotado não traz sorte para um homem: quando agachado, caso o seu pênis atinja o final de calcanhar, sua vida será cheia de tristeza; todavia, caso seu pênis não seja mais longo do que seis vezes a largura de um dedo, ele será rico e bom 
marido.

“Quase todo o macho parece invejar o pênis de alguém.”
Dr. Bernie Zilbergeld em The New Male Sexuality.

Como Susan Bordo (The Male Body) observa, “Que outra parte do corpo humano é tão capaz de satisfazer um desejo de corpo inteiro manifestado pelo outro?”. É um assunto que agrada e fascina as mulheres o fato de serem elas mesmas fatores instrumentais para fazer o pênis 
acordar.

Será que falta aos homens inteligência emocional para entender
as necessidades do desejo sexual da mulher? A questão tem sido feita com frequência (o feminismo descreveu o pênis como “o olho que tudo vê, mas não nada entende”).

Uma ereção pode bombear o suficiente para a penetração, mas, sem explicação para o seu responsável, perde interesse nos procedimentos, deixando a sua receptora se sentindo, como uma mulher descreveu, “tentando manter-se na superfície, em um bote salva-vidas que se esvazia aos poucos”.

Trecho
“(O pênis) tem acordos com a inteligência humana e às vezes demonstra uma inteligência própria, a qual um homem desejaria estimular, mas ele fica obstinado e segue seu curso; e às vezes se move por conta própria, sem permissão nem pensamento de seu dono. Se o dono está acordado ou dormindo, ele faz o que lhe apetece; muitas vezes o homem está dormindo e 
ele acordado; ou o homem gostaria de entrar em ação, mas ele se recusa; em muitos casos ele quer ação e o homem proíbe. Eis porque se diz que essa criatura parece ter vida e inteligência separadas das do homem”. Leonardo da Vinci

Sobre o autor
Tom Hickman é um jornalista veterano que trabalhou em diversos jornais e revistas de grande circulação, como colaborador especial, editor especial e editor. Trabalhou também na BBC e é autor de diversos livros, incluindo: O segurança de Churchill, Morte: Guia do Usuário e O que você fez durante a guerra, Titia?

Título: Um rabisco de Deus        Autor: Tom Hickman
Páginas: 224                           Formato: 14 x 21 cm       Preço: R$ 39,90
ISBN: 978-85-62969-29-4
DISPONÍVEL NO ESTOQUE EM 10/09 – DISTRIBUIÇÃO CATAVENTO



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Resenha #24 - Turma da Mônica Laços

Postado por Diarios De Leitura - quarta-feira, setembro 11, 2013 - com 2 comentários


Ficha técnica

Título: Turma da Monica Laços
Autor: Lu Cafaggi, Vitor Cafaggi
ISBN: 978-85-6548-457-2
Páginas: 82
Ano: 2013
Editora: Panini Comics


Resenha

Após um dia normal na vida da turminha do bairro Limoeiro, Cebolinha volta para casa e descobre que seu cachorrinho, o Floquinho, sumiu e ninguém consegue achá-lo. Após um dia de busca, não o encontrou, então Cascão, Magali e Mônica vão ao encontro de Cebolinha para ajuda-lo na busca de Floquinho com mais um de seus planos infalíveis.

Assim que os leitores adquirirem esta revista, estejam cientes que carregam uma das melhores estórias feitas em quadrinhos no Brasil. Nesta segunda edição publicada pelo selo Graphic MSP, Lu e Vitor Cafaggi nos trazem lembranças tão calorosas dos personagens que foram tão presentes na infância de toda criança, com um clima de aventura infantil dos anos 80.

O enredo é muito bem elaborado, cada palavra e situação apresentada possui um cuidado em se encaixar com perfeição, muitas situações aqui apresentadas são referências de estórias anteriores da Turma e de filmes, a maior homenagem que temos é sobre como Mauricio de Sousa começou seus desenhos.

Além do excelente conto que é apresentado, o que realmente se destaca muito nessa revista são as ilustrações, todos os desenhos nos remetem não a ver um quadrinho em si, mas sim um livro infantil. Os contornos não são completos, como se os traços fossem feitos com uma pincelada, assim retirando a sensação do desenho chapado típico das HQ’s. As cores de preenchimento fazem com que toda a volumetria se destaque, ainda sentimos o aspecto cartoon, mas ele se perde nos desenhos com tratamento em toda a estética linda que a arte nos apresenta.



























Nas primeiras páginas já tem algo para relembrar da turminha, várias personagens aparecem, todos no estilo apresentado pelos irmãos Cafaggi, e já sentimos como a história irá decorrer. A leitura deste graphic novel é obrigatória, de encher os olhos!






Boa Leitura. 


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Resenha #23 - O Círculo de Pedra

Postado por Diarios De Leitura - terça-feira, setembro 10, 2013 - com 1 comentário


Ficha Técnica

Título:
O círculo de pedra

Subtítulo: As lendas vivem

Autor(a): Ricardo Costac

ISBN: 8576796481
Páginas: 600
Editora: Novo Século (selo Novos Talentos)





Resenha


Cinco jovens, cada um de uma parte do mundo, são admitidos na melhor escola que existe, a Escola Internacional do Atlântico, que fica na Ilha da Coroa. Daniel e sua irmã Margaret são ingleses, Marc é francês, Chester é americano e Rafael é brasileiro. Cada um dos meninos tem uma habilidade especial: Daniel é bom em consertos, Marc é músico, Chester adora animais, principalmente cavalos, e Rafael é bom com cadeados e fechaduras. Já o talento da Margaret é ser irritante.

Os meninos se conhecem porque ficam no mesmo quarto. Logo que chegam à ilha, percebem que ela é cercada por uma floresta repleta de monitores que a vigiam 24h para que ninguém entre nela. Como se não bastasse esse estranho fato, todos os alunos são vigiados o tempo todo por monitores, inclusive de noite e isso desperta a curiosidade deles.

Marc, Daniel, Chester, Rafael e Margaret percebem que obviamente a ilha esconde algum segredo muito grande, já que muitas coisas estranhas acontecem por lá, por exemplo: monitores nos corredores o dia todo e a noite também, um livro misterioso que o diretor lê todos os dias na biblioteca, um quadro de um homem com tapa olho que aparentemente ninguém sabe explicar ao certo o que ele fez para merecer o tal quadro. Os cinco adolescentes decidem investigar a fundo, e mesmo correndo o risco de serem pegos, a curiosidade fala mais alto.

Daniel sugere para Rafael que passe a noite na biblioteca, para tentar ler o livro que o diretor lê todos os dias e descobrir o conteúdo dele, porém o livro fica trancado dentro de uma gaveta e os conhecimentos de Rafael com cadeados e fechaduras iriam ajudar. Ele, relutante, faz o que o amigo pede e descobre que o livro, na verdade é um diário que o cara do tapa olho escreveu, sobre um portal que a ilha guarda e que dá para uma segunda dimensão com um mundo cheio de seres fantásticos, como o próprio subtítulo diz: “As Lendas Vivem”. Eles embarcam numa aventura inimaginável e levam junto os professores Brian, Roger e Guilhermo.

Foi um dos melhores livros que já li, todos os detalhes são muito bem descritos e cada qualidade dos meninos se encaixa de alguma forma na aventura. A narrativa do autor é bem fluída e te prende de uma forma que não dá vontade de parar de ler. Infelizmente não posso incluir muitos detalhes nessa resenha senão ela ficaria muito extensa, mas eu recomendo muito e necessito da continuação, porque o final fica com algumas pontas soltas que provavelmente serão explicadas no livro seguinte. 

O único ponto falho da história é que todos os meninos se entendiam, cada um era de um país diferente, com um idioma diferente, mas eles falavam de igual para igual. Aí vocês podem falar: “Ah, mas eles podem falar em inglês”. Poderia até ser, tirando o fato de que o Rafael vem de uma família pobre, seu pai é chaveiro e trabalha dia e noite para que seus filhos tenham o que comer. Posso estar enganada, mas acredito que uma família tão simples assim não teria condições de pagar um curso de inglês para o filho. Novamente, é minha opinião. Mas esse detalhe quase não interfere na grandeza que é esse livro.





Parceria #8 - Ricardo Costac

Postado por Diarios De Leitura - terça-feira, setembro 10, 2013 - com 1 comentário
Oi, leitores! É com muita alegria que anunciamos mais um parceiro do blog, dessa vez é o autor Ricardo Costac, do livro O Círculo de Pedra.

R. Costac nasceu na cidade do Rio de Janeiro no verão de 1961. É formado em História e em Geografia, e por alguns anos lecionou em cursos de pós-graduação que lhes foram particularmente gratificantes. Atua profissionalmente na indústria farmacêutica onde conheceu muitos amigos e pessoas interessantes. Desde muito jovem é um apaixonado pelas questões de Astronomia, Arqueologia e Geologia. Sempre foi um dedicado frequentador de museus de diferentes áreas do conhecimento e por toda a sua vida esteve rodeado de livros que o inspiraram a escrever a sua primeira obra. Casado e com dois filhos, mora atualmente em Curitiba no Paraná. O Círculo de Pedra é o primeiro de dois volumes de uma grande aventura que atravessa quatro séculos.


Sinopse


O que você faria se tivesse que guardar o maior segredo de todos os tempos e nunca… nunca pudesse revelá-lo a mais ninguém? E se tivesse que conviver com um segredo tão incrível que mudaria sua vida para sempre? Cinco jovens estudantes descobrem um segredo guardado por quatrocentos anos que os fará viver a maior aventura de suas vidas. Eles serão levados a descobrir coisas inacreditáveis nessa fantástica jornada, desafiando constantemente suas habilidades, inteligência e coragem. E quanto a você, seria capaz de guardar o maior segredo de todos os tempos?



sábado, 7 de setembro de 2013

Resenha #22 - Réquiem para um assassino

Postado por Diarios De Leitura - sábado, setembro 07, 2013 - com 1 comentário
Ficha técnica

Título: Réquiem para um Assassino

Autor: Paulo Levy
ISBN: 9788562969058
Páginas: 220
Ano: 2011
Editora: Bússola



Resenha

Após o termino difícil de seu casamento devido à sua carreira, o delegado Joaquim Dornelas se vê numa rotina solitária sem os filhos e a esposa, com apenas seu emprego em foco, então ele segue a vida como pode. Em um dia de caminhada até o trabalho, ele segue por um caminho diferente do habitual, residente de uma pequena cidade litorânea de nome Palmyra, ao andar pela avenida beira mar do município se depara com uma multidão, ao verificar qual o motivo da aglomeração ele vê um corpo estirado na praia, preso até a cintura no barro com os braços estirados como o cristo redentor.

Ao se dar conta que os bombeiros não irão chegar a tempo para retirar o corpo antes de a maré subir, Joaquim mesmo se dirige ao lamaçal e o retira, com isso temos o início do caso que ficou conhecido na cidade como o “Crime do Mangue”. Ao decorrer da história, várias pistas e suspeitos aparecem, diversos fatos e informações sobre o individuo (identificado inicialmente como Zé do Pó) são reveladas. A estória não possui muita ação, ela é quase nula, em apenas algumas passagens ela se torna presente, mas passa de maneira rápida. Os diálogos e pensamentos que fazem o leitor se sentir na pele do delegado são os grandes atrativos que o texto tráz.

O leitor não conseguirá deixar de virar as páginas nesta estória, o enredo além de nos trazer a evolução da solução do caso descrito acima, tem uma ligação pessoal com o protagonista. Vemos a rotina repetitiva apenas surpreendida pelo emprego em que Dornelas tanto é apegado. A narrativa linear e fluída ocorre em grande parte do livro, apenas algumas partes são mais “travadas” para dar mais suspense e explicações aos acontecimentos, as soluções apresentadas fazem sentido e são explicadas por qual processo se deu a conclusão de um fato.

O ambiente é típico de uma cidade brasileira, possui uma descrição boa, dando informações não muito precisas, mas que geram na imaginação do leitor uma cidade com características que a fazem parecer real. Todos os lugares se encaixam e são explicados de uma maneira que junto à descrição de seus habitantes, ganha vida por si só. As pessoas que compõem a cidade complementam tudo dito pela descrição do município, os diálogos se encaixam com os personagens, quando uma criança fala, ela realmente parece ter essas características apenas pela fala, mesmo sem o autor a descrevê-la.

Esta estória é algo que irá surpreender o leitor, grandes reviravoltas são apresentadas, algumas explicações no final do livro podem incomodar alguns leitores por explicar o principal foco da história (as ligações entre o caso e a vida de Dornelas) coisa que o autor deveria deixar para a interpretação do próprio leitor, fazer a obra ganhar mais valor, mas isso não prejudica tudo que esse livro tem a oferecer, uma leitura recomendada para amantes de uma estória de investigação e autodescoberta. 



Boa Leitura.